Os pneus cantaram violentamente no asfalto enquanto Jun-ho atravessava pelo trânsito noturno,l com sangue nos olhos. O volante de couro rangia sob a força de suas mãos.
"Como ele teve a audácia? Ele estava seguro! Mas decidiu fugir e matar os meus homens?"
Quando o carro freou bruscamente na rua estreita e esburacada, os faróis altos rasgaram a escuridão, iluminando a fachada podre do prédio.
O reboque das paredes caía aos pedaços. As fiações elétricas formavam um ninho perigoso exposto à chuva fina que começava a cair. O lugar fedia a lixo acumulado, umidade e fracasso.
Jun-ho desligou o motor, mas não desceu imediatamente. Ele estreitou os olhos escuros, encarando a estrutura decadente através do para-brisa.
