Halli passou muitas noites cuidando de seu irmão, ela soube que atlas tentou o matar e foi punido, isso lhe deixou ansiosa e nervosa, tendo mais responsabilidade ao estar com ele.
Se passaram 9 dias, ele continuou desmaiado…
No seu quarto ele era cuidado por Halli que o encarou, pensativa ela logo se afastou cabisbaixa.
Os olhos dele aos poucos foram se abrindo, ele se ergue e então ele vê sua irmã, no mesmo momento ela para ao ouvir a voz de Glauber.
- Ei halli que dia é hoje? Meu corpo tá muito dormente…
Ao ouvir a voz de seu irmão ela se virou com lágrimas nos olhos.
- Irmão?!
Ela correu até ele, dando um salto e lhe abraçando carinhosamente, ela choraminga em pensamentos.
" Por favor, não faça isso de novo! Estou tão feliz por você estar vivo Glauber, eu não me perdoaria se você desaparecesse."
No mesmo instante Glauber sente algo um sentimento único e forte, como se fosse um laço de amizade e irmandade de anos, ele fica confuso porém continua , mesmo não entendo esse sentimento.
Enquanto isso…
Caio , Júlio, Tadeu , atlas e nicodemos estavam em uma casa comum em outro lugar, eles conversavam e trocavam informações entre eles, tudo de forma minuciosa e precisa.
- Chefe, descobri de onde é essa página!
- Página? É um livro?
- Sim senhor.
- Interessante! Mais alguma coisa?
- não senhor.
Caio dispensou seu capacho. O seu irmão atlas ainda estava mal e ficava ao seu lado, pois Nicodemos teve um enorme desgosto ao saber que ele havia tentado matar Glauber.
Enquanto Júlio pensava, juntando as peças, ele é o único a quem atlas contou o'que realmente aconteceu, e agora isso fazia ele pensar profundamente.
" De acordo com Todas as nossas investigações juntas se a halli fosse pega com aquele papel ainda sendo pobre e órfã todos nós iríamos sofrer, e pelo visto não é uma armadilha e sim uma casualidade do destino!"
…
" E Se for alguma coisa dentro dele? Um núcleo? Mas como ? Bom , tanto faz, isso é uma oportunidade, vamos ver como funciona esse poder, e depois vamos embora daqui!"
…
" se tivermos que deixar meia dúzia desses inúteis pra trás assim também acontecerá!"
…
" nesses últimos dias consegui ver como funciona o poder do núcleo de forma mais eficaz, mas aquele garoto tinha que explodir justo naquele momento!"
…
Júlio continua a pensar , seus irmãos então se organizam ao ouvir sons de passos pesados.
Um oficial com uma roupa verde clara, botas pretas , jaqueta por cima da camisa que combina com a causa verde forte escuro, e de repente, ele entra na casa juntando a porta, um rapaz com rosto fino e delicado, com lábios rosados , seus cílios e pálpebras eram longos e suaves sendo facilmente confundido com uma mulher madura!
Ele apenas os olha friamente e então vai embora.
Existem as casas nobres nesta cidade, onde Glauber mora é a periferia deste lugar, o nome mais usado para lugares sem nomeação é "ponto" , pois é vantajoso em batalhas inesperadas , e esses pontos vão de "A" a "H" ( posições estratégicas). As casas nobres funcionam como uma 3° entidade recebendo comandos do exército, e estes recebendo ordens do próprio rei, é para cada pessoa obter lucro neste mundo já que tudo pode desaparecer de repente, pois além ser um mundo naturalmente cruel , ele é brutal com os fracos!
Ser pego por uma autoridade a serviço de uma casa nobre é uma declaração de morte!
Alguns minutos depois tudo volta ao normal, Nicodemos sai de lá bufando e parecendo cansado.
Seu irmão gêmeo, logo também fez o mesmo, mas todos estavam de olho nele.
Atlas estava caindo com roxos em seus braços pulsos e pernas.
Ele estava cambaleando…
Seus irmãos lhe observam atentos, e então eles continuaram a conversar em como usariam seus poderes e como ganharam mais riqueza, os subordinados aplaudiram pensando em como irão desfrutar destes sonhos juntos aos seus chefes que os mantém vivos o tempo todo.
Tadeu então pensou…
" Ouvi dizer que existem cidades nas costas de aranhas gigantes, castelos cheios de bestas ancestrais, desertos misteriosos, Torres mágicas e divindades antigas, quero viver o suficiente para explorar todos esses lugares…e talvez lutar com essas criaturas."
Ele imagina sua liberdade, naquele momento, e de acordo com seus informantes existem lugares melhores que ali, ele acreditou , por um único motivo é claro, o lugar de onde veio essa informação era o mesmo lugar onde Halli trabalha!
Ao anoitecer os três irmãos finalmente saíram de lá voltando para casa , todos estavam razoavelmente satisfeitos.
Júlio antes de entrar vê um garoto perto da porta e então ele diz .
- Halli pediu ajuda para fazer alguma coisa? Ela parecia alegre?
- Bom, chefe … sim , pediu pra mim carregar a panela antes da tarde de hoje, e ela estava um bom bem humorada…
- Entendi .
A intenção dele não passou despercebida, porém os outros não lhe questionaram pois realmente queriam testar se o que estava no papel da página era real.
Enquanto isso… halli não queria deixar seu irmão se levantar se debatendo em sua cama furiosa, Glauber ainda tentou entender porém a birra dela era tão fofa que ele não se atreveu a levantar.
Ele a observa, atentou-se ao seu modo de agir e sentiu-se bem e então ele tenta a elogiar.
- Muito obrigado por se preocupar comigo, você é a melhor irmã do mundo!
- É óbvio!
" que prepotência! Ela tem quantos anos pra falar isso como se fosse algo normal, convencida."
De repente Júlio surge atrás de Halli no mesmo momento um trovão cai , a chuva começa a cair, e então Glauber ao notar seu irmão ele se assusta assim como Halli que solta um grito.
Neste momento, Glauber caiu da cama e se encostou na parede.
- Desculpa, assustei vocês ?
- Júlio? O que você quer?
" meus capangas me contaram que ele parecia bem doente, mas não é o que parece ele… me parece muito bem!"
Júlio fechou os olhos e então após alguns minutos fala com um tom alegre e com um sorriso leve.
- Eu só estava preocupado com o meu irmão mais novo, era só isso, Halli… me diga Glauber, você está se sentindo bem não é?
Ele afastou-se de Halli a deixando para trás e abrindo seus olhos encarnou seu irmão mais novo.
Seu olhar era estranho e penetrante, porém Glauber sentiu que precisava falar a verdade.
" Estou sentindo isso de novo! Essa nostalgia maldita, o que será que me afeta tanto nesse mundo?"
Ele nota o olhar choroso de sua irmã que balançava a cabeça sem parar lhe alertando…
- Eu , eu tô ótimo ! Foi um mal passageiro! Acho que fiquei desmaiado por conta da fome, não comi nada por quase dois dias né…
Ele deu uma risada falsa.
Seu irmão então vai saindo, e então ele diz…
- Amanhã teremos que sair de manhã bem cedinho, esteja preparado.
Sua irmã fecha a porta e fica desolada, porém Glauber não entende, até porque ele nem mesmo é o irmão de halli, mas mesmo assim, ele se sentiu um lixo por dentro, e queria muito saber o motivo de se sentir assim por pessoas que ele claramente não conhece ainda, ele olhou para ela e a mesma desviou o olhar.
Ele levantou do chão e voltou a se deitar enquanto Halli ainda olhava para baixo triste.
Ele se vira parecendo ter dormido imediatamente. Ela se vira e observa…
Ela sussurrava após se virar.
- Seu idiota…
Ela mordeu seus lábios ao ponto de sair sangue e chora em silêncio sentada na janela enquanto seu irmão dorme.
Mas ele só havia se virado de lado esperando para ouvir algo, mas ela não disse nada e ele dormiu.
Após sair do quarto Júlio deu um sorriso maléfico e distorcido, levantou as bochechas e estreitou seus olhos , afinou seus olhos, suas pálpebras ao dilatar suas pupilas… enquanto uma sombra lhe cobria o rosto.
Ao amanhecer todos os irmãos se levantaram assim como haviam planejado, eles então começaram a andar …
Enquanto eles caminhavam Glauber reparou em algo que havia lhe deixado pensativo, ali havia casas mas só moravam crianças naquele lugar, era notável que aquele local era uma favela.
Então seu olhar se estreitou, vendo casas queimadas , garotas adolescentes grávidas chorando em becos escuros.
Suas sobrancelhas se contorcem, e um amargor lhe intercedeu a boca, esse mundo não era como as suas fantasias, nada naquele mundo parecia seguir o correto, o chão era a terra batida para fazer estradas, as casas feitas de pedra e madeira, algumas com barro e cipós , a cada passo ele arregalava seus olhos.
Alguns sussurros foram ouvidos, ele realmente não entende...
" É verdade? Não creio, isso é muito cruel, eles não eram irmãos? Por que eles querem sacrificar o próprio irmão!?"
Mesmo ouvindo isso ele sentiu calma em seu peito. Isso não era normal, ele contorceu seu punho contra o peito e continuou andando, se afastou da favela e da cidade sumindo entre as ervas e arbustos do campo.
Eles adentraram uma floresta, passaram por algumas colinas e fazendas abandonadas.
O vento soprou calmamente um ar quente quase morno, esse era o início do inverno rigoroso.
A escamosa esfera de luz no céu se movia lentamente, já era de tarde pelo movimento exato poderia ser basicamente 16:45 da tarde no mundo normal.
Eles percorreram um caminho árduo e então chegaram.
Ao entrar na boca da caverna um cheiro azedo , era forte, semelhante ao odor de um cadáver, aos poucos o cheiro parecia o de uma latrina de fezes.
Ele sentiu uma dor profunda e aguda em seu peito, e uma voz interior falou …
" Não olhe para trás, não é culpa dela! "
Ele foi repentinamente empurrado por reflexo ele se virou abruptamente, vendo o rosto de quem lhe jogou até a morte .
- Halli? …
Ele caiu no chão batendo sua cabeça.
O mundo naquele momento parecia se mover lento, ele olhou fixamente para eles vendo cada um se retirar aos poucos lhe abandonando, e então ele desviou, um único pensamento foi emitido no meio daquela confusão de sentimentos e perda de consciência…
" porque vocês me jogaram aqui?"
