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Chapter 10 - I Told You to Stay Close

Clara shouldn't have left his side.

She knew that.

The moment she stepped away from him—

even que fosse só alguns metros—

something inside her já tinha avisado.

Mas ela ignorou.

Porque ainda queria provar algo.

Pra ele.

Pra si mesma.

E agora—

Ela estava sozinha.

O corredor estava silencioso.

Demais.

As luzes pareciam mais frias.

Mais distantes.

Clara apertou os braços ao redor do corpo.

"Ridículo…" murmurou.

Mas seu passo acelerou mesmo assim.

Porque aquela sensação—

Não ia embora.

Algo estava errado.

Muito errado.

Ela virou a esquina—

E parou.

Dois homens.

Parados no meio do corredor.

Não eram funcionários.

Ela sabia.

Pelo jeito que estavam.

Pela postura.

Pelo silêncio.

Observando.

Esperando.

O coração dela disparou.

"Você é a nova assistente."

Não foi uma pergunta.

Clara engoliu seco.

"Quem está perguntando?"

Errado.

Muito errado.

Um dos homens deu um passo à frente.

"Você falou demais hoje."

Frio.

Direto.

Sem emoção.

Clara recuou um passo.

"Eu não sei do que você está falando."

Mas eles sabiam.

Claro que sabiam.

Outro passo.

Mais perto agora.

Sem pressa.

Isso era o pior.

"Você deveria aprender quando ficar quieta."

A tensão explodiu dentro dela.

Porque agora—

Isso não era ameaça.

Era ação.

Ela virou—

Tentando sair—

Mas—

Uma mão agarrou seu braço.

Forte.

Clara ofegou.

"Solta—"

"Errado."

A voz veio atrás dela.

E tudo parou.

Imediatamente.

A mão que segurava ela—

Soltou.

Como se tivesse sido queimada.

Silêncio.

Pesado.

Perigoso.

Clara não precisou virar.

Ela já sabia.

Ele estava ali.

Daniel.

E dessa vez—

Ele não parecia calmo.

Ele não parecia controlado.

Ele parecia—

Perigoso.

"Eu disse…"

A voz dele veio baixa.

Muito baixa.

Mas carregada.

"…para você ficar perto de mim."

Clara respirou fundo.

Porque agora—

Ela sentia.

Aquilo nele.

Não era só controle.

Era algo mais.

Algo que ela ainda não tinha visto completamente.

Até agora.

Ele deu um passo à frente.

Lento.

Mas havia algo diferente.

Não era calculado.

Era inevitável.

Os dois homens recuaram.

Instintivamente.

E isso disse tudo.

"Você tocou nela."

Silêncio.

O ar ficou pesado.

Denso.

Porque agora—

Não era sobre negócios.

Não era sobre poder.

Era pessoal.

"Não foi nada—"

O homem tentou.

Erro.

Grave.

Daniel não deixou terminar.

Em um movimento rápido—

Ele o empurrou contra a parede.

Forte.

Sem esforço.

O impacto ecoou pelo corredor.

Clara congelou.

Porque aquilo—

Aquilo não era o homem que falava baixo e controlava tudo.

Aquilo era alguém que—

Não precisava mais fingir.

"Você acha…"

A voz dele veio baixa.

Mas cada palavra parecia mais pesada.

"…que pode chegar perto dela…"

Outro impacto.

"…e sair andando?"

O homem tentou reagir—

Mas não conseguiu.

Porque Daniel não estava jogando.

Ele estava sério.

Perigosamente sério.

O outro homem deu um passo para trás.

Hesitando.

"Isso não é sobre ela," disse rapidamente.

"Isso é sobre negócios."

Silêncio.

E então—

Daniel virou o rosto lentamente.

E o olhar dele—

Fez o homem parar.

Imediatamente.

"Tudo é sobre ela agora."

As palavras caíram no ar.

E nada—

Nada foi igual depois disso.

Clara sentiu.

No peito.

Na respiração.

Na forma como tudo dentro dela reagiu.

Porque aquilo—

Não era controle.

Não era manipulação.

Era algo mais.

Algo que ela não sabia se deveria querer—

Mas queria.

Mesmo assim.

Daniel soltou o homem.

Empurrando ele para trás.

"Se alguém encostar nela de novo…"

A voz dele baixou ainda mais.

"…eu acabo com tudo que você tem."

Silêncio.

Nenhum dos dois respondeu.

Porque eles acreditaram.

Claro que acreditaram.

Eles recuaram.

Saindo.

Sem olhar para trás.

Sem mais palavras.

E quando eles foram—

O corredor ficou vazio novamente.

Mas a tensão—

Ficou.

Daniel virou lentamente.

Os olhos voltando para Clara.

E dessa vez—

Ela não reconheceu completamente o que viu.

Não era só controle.

Não era só desejo.

Era algo mais profundo.

Mais intenso.

Mais perigoso.

"Você está bem?"

A pergunta veio baixa.

Mas diferente.

Quase… real.

Clara engoliu seco.

"Estou."

Mas sua voz não parecia convencida.

Ele se aproximou.

Mais devagar agora.

Mas ainda intenso.

A mão dele tocou o rosto dela.

Leve.

Totalmente diferente de antes.

E isso—

Isso foi o que mais abalou ela.

"Eu avisei."

Suave.

Mas firme.

Clara fechou os olhos por um segundo.

"Você não pode me controlar o tempo todo."

Um sussurro.

Mas ainda assim—

Desafio.

Ele ficou em silêncio.

Observando.

E então—

Um leve sorriso surgiu.

Não de diversão.

De algo mais profundo.

"Não."

Uma pausa.

"Mas eu posso proteger você."

Silêncio.

Porque aquilo—

Aquilo mudou tudo.

Clara abriu os olhos.

E pela primeira vez—

Ela não viu só perigo nele.

Ela viu algo mais.

Algo que puxava ela ainda mais fundo.

E dessa vez—

Ela não teve certeza se queria sair.

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